sábado, 9 de março de 2019

"Sonhos"

“Sonhos”  (Rodrigo Augusto Fiedler do Prado  Nov/2005)

Se nada dá certo ou não acontece, talvez por descaso
        talvez por acaso
                                                        talvez por talvez
Não tinha nada de ser
O haver não era
O ter não tinha
Não havia conectivos ou verbos de ligação: tudo era
havia
existia
tinha, possuia
conectava
em sonhos
Estes reais

Eu vencia leões em arenas romanas
                                                        meu sangue tornava-se vinho
Espinhos tornavam-se uvas

No sono sonho uníssono
uma voz:  aqui tu podes tudo !
São dos sonhos que se extraem as palavras sem rima - poesias
Palavras alegrias
   alegorias
Que acordado ainda não vivi...

Em sonhos uníssonos
Eu não preciso do corpo – basta-me vida!

Nem tampouco de ouro, cocaína,
     Oásis ou concubinas
     Ou ainda de mel
     Quiçá do azul do céu – bastam-me sonhos!
Sonhos
Sonhos – reais,
surreais,
fantásticos e moventes,
estáticos, com ou sem gentes

Solitários são os sonhos que andam nus no espaço
E que não tem relógio...
Não tem hora para começar!
E acabar... não acabam,
                                                           Nem com o toque do despertador!
Rodrigo Augusto Fiedler

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