sábado, 9 de março de 2019

"Meus Doze Anos"

"Meus doze anos"

Havia um cãozinho amigo
De um latido pra lá de estridente
Papagaios de papel de seda
Que não falavam, mas
Sobre os fios da Light voavam
E me faziam ser eu.

Eu pedaço de ícaro, pensamento voador
Apaixonado pela vida, já era um sonhador

Um jogo de bola no asfalto
A cabeça lá...   bem alto
E os pés descalços na rua
Goleiro ou centroavante ?
Polícia ou Ladrão ?
Esconde-esconde já não mais, pois
Havia um violão
E suas cordas de barbante
Linha dez e estirante
Perdiam a atenção...

Cadernos, livros, mais cadernos...
Uma madre professora de história
Amigos quase leais: inocente infância que   chegava ao fim.
Surgiram os primeiros poemas
E segundos dilemas...
E a tal da implicância
Replicância, eu diria
Rebeldia
E todos diziam que era sem causa
Ou talvez pela marca da calça
Que não me podiam comprar

A propósito...

Qual era mesmo a cor do meu All-Star ?


Rodrigo Augusto Prado

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