domingo, 13 de outubro de 2019

O que é ser brasileiro?

"O que é ser brasileiro?"
(Uma reflexão, ora poética, do Professor e Educador, Cronista e Poeta Rodrigo Augusto Fiedler, graduado e pós-graduado em áreas correlatas à Educação e aluno devidamente matriculado em Latu Sensu em Educação Especial e Inclusão)
Ser brasileiro é ter a certeza de que não se está só
É crer que os índios são donos da terra e a eles não sobrou nem o pó
Da estrada
Da mata queimada
Das reservas exploradas...
Ser brasileiro é ter a certeza de que tempos melhores virão
Que se faz necessário dizer: #EleNão
E para bandeira americana jamais bater continência
Acreditar no desenvolvimento da nossa ciência
De nossas faculdades
Universidades
De classes, as entidades...
Ser brasileiro é acreditar que "ainda" precisamos do Estado
De regulamentações que não deixam de lado
Pessoas fadadas à tristeza
Moradoras dos bolsões de pobreza
Que desconhecem, do Brasil, a beleza
E que usam um cabresto autoritário
Imposto por um capitalismo totalitário
Que exclui ao invés de incluir...
Ser brasileiro é amar os negros, os migrantes e estrangeiros
Uma terra de todos na qual não há forasteiros
Um país desenhado por Freire e Ribeiro
Que acolhe todo tipo de gente em sua eterna miscigenação
Que não possui DNA nem na palma da mão
Um país que é de todos
Um só coração
Que merece mais cuidados e o dobro da atenção...
Ser brasileiro implica em aceitar (e amar) homossexuais
Entender todos os cidadãos como iguais
E não praticar apartheid velado
Racismo, preconceitos
Abolir os truculentos preceitos
De uma burguesia totalmente confusa
Extremamente radical e obtusa
Que se entende como dona do poder...
Ser brasileiro é compreender que o meio-ambiente é prioridade
Que indústrias se instalam em cidades
E que o avanço do Agronegócio de forma desenfreada
Faz a Amazônia devastada
Totalmente diminuta
Com extensas áreas queimadas
...
Ser brasileiro não implica em mais nada...
Apenas gritar: Brasil, pátria amada!
Sem o viés do fascismo
E nem muito menos do comunismo
É viver em plena Democracia
Abstida 100% de Ideologia
...
É repensar um país possível
Que há de oferecer ao seu povo incrível
O que de fato significa Abolição!
Rodrigo Augusto Fiedler

Por Menos Marketing e mais Filosofia

"Por menos Marketing e mais Filosofia"
(Homenagem ao caro Luiz Felipe Pondé e meu genial amigo Caio Braga - espero, honestamente, estar à altura de vocês)...
Menos vendas e mais retenção
Menos argumentos e mais verdades
Menos solos e mais infinidades
Afinidades
Por muito menos embates, que sobrem infinitas variedades
Por menos discursos e mais cursos
Digo não à persuasão
Fico, impávido, à solução
Algorítma e matemática
Filosófica, porém estática
Ética
Estética
Nada métrica...
Por menos "coaches" e mais professores
Por menos insights insanos
Por mais planos, mestres e doutores
Por menos marketing capitalista e muito mais filosofia realista
Enfim, pelo retorno à Ágora
Formada pela egrégora
Que transpõe a mágica
Que não precisa ser plástica
E muito menos estúpida
Como a troca que se faz de todo um projeto
Ambientado por quem garante seu teto
Angariando moedas - vil metal
Invertendo valores - maldito maniqueísmo: o bem e o mal
Açúcar ou sal...
Cá entre nós, sem excessos
Esta fórmula pronta, vendida nas redes, nada tem de sucesso
É o ocaso da viamão
A sentença da solidão
Perdidos na contramão
À filosofia digo meu sim
E ao marketing: replico meu não!
Rodrigo Augusto Fiedler

O Espelho

"O Espelho"
O espelho cristalino me mostra as rugas
Cabelos brancos, barbas grisalhas...
E mostra muito mais:
Aponta, na minha história, virtudes e falhas
Ressalta a memória ou coisa que o valha...
Mostra muito mais quem sou
Do que sempre sonhei ser
Porém me contento como estou
Vai além do que possa parecer!
Enfrentando o espelho à minha frente
No mínimo descubro que gente
A vida construiu em meu ser!
Espelhos, reflexos e imagens...
Muito além das paisagens
Mostram, claramente, meu interior!
Rodrigo Augusto Fiedler

Memórias

"Memórias"
Memórias nos carregam pelo tempo
Do fim das coisas, das pessoas sem fim
Ao advento
O advento da imortalidade
Que para se fazer uma verdade
Quase absoluta
Verdade resoluta de uma crença particular
Que transcendem as paredes do meu quarto e até da sala de estar...
Memórias quebram as algemas da solidão
Faz de nós
Elementos a sós
Acompanhados de uma perene imagem
Reconvexa, espelhada e refletida na viagem
Astral
Outrora espiritual, ou metafísica
De difícil compreensão
Mas fácil, bem fácil aceitação
A memória nos liga com tantos tempos idos que se refuta em saudade
Nostalgia, hoje, amanhã ou na terceira idade...
Passaporte eterno do caminhar pelas estrelas
Do universo redivivo e colorido
Que cala o choro e silencia o gemido
E que nos faz companhia
Na brisa suave de um domingo de manhã!
Rodrigo Augusto Fiedler

Sobre Armas e Versos

"Sobre armas e versos"
Chegue você com suas armas
E eu te darei livros
Insista em me abordar com suas armas
Corresponderei com poemas...
E se tu chegares com sua empáfia
Hei de lhe dar um abraço
Se ainda assim seus dedos estiverem, soltos, num gatilho
Acredite: vou recitar um velho Manoel de Barros...
E se o confronto de tuas armas com minhas letras levar-me ao solo?
Daí eu lhe darei as minhas lágrimas e tenha certeza:
No mundo da paz que sonhei em "Shine On", cada gota há de se tornar um eterno diamante!
Não, as armas não vencem os versos...
Rodrigo Augusto Fiedler

Eu Sou

"Eu sou!"
Sou um compêndio de tudo que li, das músicas que ouvi, dos filmes que arrancaram-me lágrimas, das inúmeras sinfonias que me fizeram aplaudir, das peças que me fizeram pensar...
Sou um trecho da estrada que me levou à libertação intelectual, sou filho do Deus que escolhi e nomeei para ser só meu, sou irmão dos irmãos que não nasceram de ventre amigo, e, creio eu, sou um ponto de convergência no Universo: um ser único que arrisco voos cósmicos sem as asas de Ícaro...
Sou a lágrima do torcedor branco e preto que verte tanto na vitória, quanto na derrota; sou o giz que rasga a lousa vomitando um milhão de palavras, outrora desconexas que hoje, com esforço, passaram a fazer sentido...
Do cadeado sou as chaves
Das algemas sou o punho
Dos gritos sou o silêncio
E não tenho medo de suas pedras
Nem tampouco de seus julgamentos...
Não tenho medo do câncer, do sono ou da morte, pois da morte, sou ressurreição!
Da semana sou segunda e posso ser sábado, do calendário, a data festiva, das mãos:
Sou os anéis!
Sou um em um milhão e também sou um milhão e mim mesmo, pois estou quase certo, que quando digo meu potente argumento do não, supero o espectro da morte e confirmo:
Sou ressurreição!
Rodrigo Augusto Fiedler

Baixo Augusta

"Baixo Augusta"
Punk Rock irreverente do inferno que não é do tal satã
Drogas lisérgicas mais potentes que o veneno da maçã
Uma rodinha, um violão
Vinho, fogueira, beijos na boca
Um tesão
Liberdade anunciada com pitadas de transgressão
Mas não havia culpa
Não tinha como dizer não!
Teatro de rua, saltimbancos e parlapatões
Praça Roosevelt com suas putas
Cafetões
Capitães da areia do asfalto
Movidos pela força do assalto
Mas não é só crime não
Submundo colorido
Aprazível
Muita gente com histórico incrível
Desce a ladeira da contramão
...
Desde os anos 80
E pra toda eternidade
No útero da cidade
Dando a luz para um novo amanhã
Rodrigo Augusto Fiedler